Micromat: projeto da USP une o ensino de matemática à microbiologia para alunos do Ensino Médio
Alunos do segundo ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Fidelino de Figueiredo, em São Paulo, estão mergulhando no universo da microbiologia e da matemática com o projeto Micromat – uma iniciativa gratuita criada por alunos e professores da Universidade de São Paulo (USP). Durante as atividades, os estudantes são apresentados a diversos conceitos científicos, como o cultivo de microrganismos, notação científica e pipetagem, e têm a oportunidade de conectar situações reais da rotina científica a conteúdos teóricos aprendidos em sala, como multiplicação, escala e funções matemáticas.O programa do Micromat é composto por três experimentos práticos que permitem que os alunos coloquem a mão na massa e assumam o papel de cientistas mirins. A tríade de testes é realizada com leveduras – fungos microscópicos que estão presentes no fermento biológico e são amplamente utilizados na produção de pães, cervejas e outros alimentos. “É algo cotidiano e sem riscos que pode ser muito útil para o aprendizado”, explica Carolina Peixoto, uma das idealizadoras e facilitadoras do projeto.Alunos participantes do MicromatAo longo de cerca de oito aulas, os estudantes acompanham o crescimento desses microrganismos em placas de cultivo e realizam etapas como diluir o fermento em diferentes tubos, contar e medir as colônias formadas, além de interpretar os resultados por meio da produção e análise de gráficos. Todo o percurso é guiado por perguntas que estimulam o raciocínio e o pensamento crítico e partem de três questões centrais: “Quantas leveduras existem em 1 grama de fermento biológico?”, “Quantas células há em uma colônia de levedura?” e “Como medir e calcular a taxa de crescimento celular?”. Para chegar nos resultados desejados, os alunos também aplicam cálculos diversos, como logarítmicos, conversão de medidas e potenciação. “Matemática se aprende fazendo”, pontua Peixoto.De acordo com a mediadora, uma das grandes vantagens do Micromat é a união do contato com situações práticas ao incentivo à independência. “Na escola, costumamos trabalhar muito com problemas prontos, redondinhos. Nesse projeto, você é colocado no mundo real, você é quem vai fazer a escala, desenhar os gráficos…”, argumenta. “Temos que ensinar como fazer, não apenas dar tudo pronto”, diz, reforçando que a ideia é facilitar a assimilação de conceitos já vistos em sala de aula e previstos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A interdisciplinaridade entre microbiologia e matemática também é uma marca do projeto – e é justamente essa ponte que, segundo os organizadores, ajuda a despertar a curiosidade e a confiança dos estudantes.O projeto é liderado pelo pesquisador Beny Spira, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e está vinculado ao Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/USP). Até o início do ano, já havia sido pré-aplicado em duas turmas do segundo ano em diferentes escolas públicas. Agora, segue seu cronograma na segunda turma da Escola Estadual Professor Fidelino de Figueiredo, na região central da capital paulista. Para o coordenador, a ideia é seguir a implementação nas demais classes desse centro educacional e, no futuro, expandir sua atuação para novos grupos.Beny Spira, professor responsável pelo projeto, e alunos participantes
Leve o projeto Micromat até sua escola!
Professores, diretores, coordenadores e demais gestores que lideram turmas do segundo ou terceiro ano do Ensino Médio (regular ou EJA) na capital ou em cidades próximas podem obter mais informações ou se candidatar por meio do email benys@usp.br, pertencente ao professor responsável pelo projeto. Também é possível conhecer melhor os experimentos e o conteúdo das aulas no site oficial do Micromat.
Saiba mais
Acompanhe o projeto Micromat no Instagram: @micromat3 Saiba mais sobre esse e outros projetos nas redes sociais do CEPID B3 (@cepidb3) e no site oficial do Centro.
Alunos do segundo ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Fidelino de Figueiredo, em São Paulo, estão mergulhando no universo da microbiologia e da matemática com o projeto Micromat – uma iniciativa gratuita criada por alunos e professores da Universidade de São Paulo (USP). Durante as atividades, os estudantes são apresentados a diversos conceitos científicos, como o cultivo de microrganismos, notação científica e pipetagem, e têm a oportunidade de conectar situações reais da rotina científica a conteúdos teóricos aprendidos em sala, como multiplicação, escala e funções matemáticas.O programa do Micromat é composto por três experimentos práticos que permitem que os alunos coloquem a mão na massa e assumam o papel de cientistas mirins. A tríade de testes é realizada com leveduras – fungos microscópicos que estão presentes no fermento biológico e são amplamente utilizados na produção de pães, cervejas e outros alimentos. “É algo cotidiano e sem riscos que pode ser muito útil para o aprendizado”, explica Carolina Peixoto, uma das idealizadoras e facilitadoras do projeto.Alunos participantes do MicromatAo longo de cerca de oito aulas, os estudantes acompanham o crescimento desses microrganismos em placas de cultivo e realizam etapas como diluir o fermento em diferentes tubos, contar e medir as colônias formadas, além de interpretar os resultados por meio da produção e análise de gráficos. Todo o percurso é guiado por perguntas que estimulam o raciocínio e o pensamento crítico e partem de três questões centrais: “Quantas leveduras existem em 1 grama de fermento biológico?”, “Quantas células há em uma colônia de levedura?” e “Como medir e calcular a taxa de crescimento celular?”. Para chegar nos resultados desejados, os alunos também aplicam cálculos diversos, como logarítmicos, conversão de medidas e potenciação. “Matemática se aprende fazendo”, pontua Peixoto.De acordo com a mediadora, uma das grandes vantagens do Micromat é a união do contato com situações práticas ao incentivo à independência. “Na escola, costumamos trabalhar muito com problemas prontos, redondinhos. Nesse projeto, você é colocado no mundo real, você é quem vai fazer a escala, desenhar os gráficos…”, argumenta. “Temos que ensinar como fazer, não apenas dar tudo pronto”, diz, reforçando que a ideia é facilitar a assimilação de conceitos já vistos em sala de aula e previstos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A interdisciplinaridade entre microbiologia e matemática também é uma marca do projeto – e é justamente essa ponte que, segundo os organizadores, ajuda a despertar a curiosidade e a confiança dos estudantes.O projeto é liderado pelo pesquisador Beny Spira, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e está vinculado ao Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/USP). Até o início do ano, já havia sido pré-aplicado em duas turmas do segundo ano em diferentes escolas públicas. Agora, segue seu cronograma na segunda turma da Escola Estadual Professor Fidelino de Figueiredo, na região central da capital paulista. Para o coordenador, a ideia é seguir a implementação nas demais classes desse centro educacional e, no futuro, expandir sua atuação para novos grupos.Beny Spira, professor responsável pelo projeto, e alunos participantes
Leve o projeto Micromat até sua escola!
Professores, diretores, coordenadores e demais gestores que lideram turmas do segundo ou terceiro ano do Ensino Médio (regular ou EJA) na capital ou em cidades próximas podem obter mais informações ou se candidatar por meio do email benys@usp.br, pertencente ao professor responsável pelo projeto. Também é possível conhecer melhor os experimentos e o conteúdo das aulas no site oficial do Micromat.
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Acompanhe o projeto Micromat no Instagram: @micromat3 Saiba mais sobre esse e outros projetos nas redes sociais do CEPID B3 (@cepidb3) e no site oficial do Centro.